terça-feira, 8 de junho de 2010

SARAU EM MOSQUEIRO - Chibé e Poesia

terça-feira, 1 de junho de 2010

SARAU EM MOSQUEIRO

Recebi de vários amigos, aqui representados pelo ilustre poeta Rui do Carmo(foto) e repasso para vcs meus queridos leitores.
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.Atenção Extremo Norte; Sarau na casa do professor Larison.
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.Nosso sarau em Mosqueiro será no dia 3 de julho, às 20h. Na ocasião, relançaremos o livro UM ENCANTO DE ILHA.
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.Conto com o Extremo Norte nesse sarau de início de veraneio.
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.Local: Pas. Santa Tereza, 14, Ariramba (próximo ao Point do Alemão e barraca do Toda).
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.Isso quer dizer que nem um poeta do Extremo Norte poderá faltar, viu?

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.LÍGIA SAAVEDRA




Celeste Proença lança quarto livro de poesia


Celeste Proença lança quarto livro de poesia

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A professora, poetista e letrista Celeste Proença, irmã da imortal Adalcinda Camarão, lança hoje o livro de poemas “É tempo de saudade”, que reúne poemas inéditos e outros publicados em jornais ao longo de dez anos. O lançamento será logo mais, a partir das 20h30, no restaurante Roxy (avenida Senador Lemos com a Almirante Wandekolk).

Para Celeste, os meses de maio e junho têm um significado especial. Seu companheiro Edyr Proença, que fazia aniversário no dia 19 de maio, faleceu no dia 5 do mesmo mês, no ano de 1998. No dia 31 de maio de um ano longínquo, o casal, que chegou a comemorar bodas de ouro, se unia matrimonialmente. Hoje, dia 23 de junho, Celeste comemora seus “gloriosos 87 anos”, como faz questão de afirmar.

Foi para esta data que os filhos de Celeste, Edyr Augusto, Edgar Augusto e Janjo Proença marcaram o lançamento do quarto livro da escritora, com poesias que eles próprios selecionaram. “Para mim (o lançamento) foi uma grande surpresa. Eles reuniram as poesias, fizeram a capa, a impressão, tudo sem eu saber”, diz ela, sem esconder a satifação.

O título do livro remete à época em que a família Proença se reunia na antiga casa do Lago Azul para as festas de aniversário da matriarca, na véspera de São João: fogueira, violões, flautas e cavaquinhos seguiam até o amanhecer do dia, quando os convidados saíam com as garrafinhas de banho de cheiro que Celeste distribuía. “É uma saudade grande, alegre e infinita. São lembranças que a gente jamais pode esquecer”, diz Celeste.

Celeste tem três livros publicados, todos eles de poesia: “Louvações ao Mosqueiro e outros Escritos”, “Enquanto o soninho não vem” e “Escorregando no tempo”.

Membro de diversas associações literárias pelo Brasil, entre elas a Associação de Jornalistas e Escritoras do Brasil e a Academia Castro Alves de Letras (BA), a poetisa já conquistou prêmios em certames como o Concurso Raimundo Corrêa, o Concurso Literário Funtelpa e o Concurso Paraense de Trovas.

Porém, mesmo com toda essa bagagem, Celeste diz que sua maior obra parece ser mesmo a família.

“Edyr Augusto puxou ao pai, está no meu sangue. O Edgar é mais contido, está nos meus nervos. E Janjo, muito criativo, está na minha cabeça”, orgulha-se a matriarca, afirmando que cada um trilhou o seu próprio caminho, mas todos têm um ponto em comum: a paixão pelas letras.

Serviço

Lançamento do livro “É Tempo de Saudade”, de Celeste Proença. Hoje, a partir das 20h30, no restaurante Roxy (Senador Lemos com Almirante Wandekolk). (Diário do Pará)

Fonte: http://www.diariodopara.com.br/N-48948.html

SUCURIJUQUARA É MOSQUEIRO É ALVINA

SUCURIJUQUARA É MOSQUEIRO É ALVINA

Azuir Filho - Campinas, SP
5/6/2009 · 40 · 35





É uma terra abençoada, em vida foi Alvina que cuidou.
Nenhuma moradia era cercada, e ninguém ultrapassou.
Era um Quilombo altaneiro, defendido pela população.
Sucurijuquara é Mosqueiro, é de um povo de imensidão.

Ela jovem fundou o local, e foi formando a comunidade.
De respeitabilidade total, a todos ensinava humanidade.
O povo ficou hospitaleiro, recebia com toda Educação.
Sucurijuquara é Mosqueiro, é de um povo de imensidão.

Contam que corria pela mata, pela praia e atingia o Céu.
Amiga, responsável e cordata, embelezar era o seu papel.
Cuidava do povo Guerreiro, e da doce terra com paixão.
Sucurijuquara é Mosqueiro, é de um povo de imensidão.

Ela que escolheu ali, porque tinhas razões de História.
Foi um lugar de reunir, os que fugiam da luta inglória.
Era um unir verdadeiro, Índio e Negro eram como irmão.
Sucurijuquara é Mosqueiro, é de um povo de imensidão.

Com tudo ela foi cuidadosa, e fazia cada um aprender.
Tinha erva que era venenosa, tinha de saber proceder.
No comportamento obreiro, pra merecer a comunhão.
Sucurijuquara é Mosqueiro, é de um povo de imensidão.

Era Santa Mulher rezadeira, que curava no interceder.
De todos tinha sido a Parteira, e fez a cada um nascer.
Tinha o Moral sobranceiro, e todos lhe tinham devoção.
Sucurijuquara é Mosqueiro, é de um povo de imensidão.

Este solo é um santo lugar, pois sempre foi bom de viver.
É sagrado pra gente honrar, pra gente fazer por merecer.
Cupuaçu, bacuri e jambeiro, têm muito fruto e satisfação.
Sucurijuquara é Mosqueiro, é de um povo de imensidão.

Gente experiente de navegar, e que tem conhecimento.
Gente amante do rio e do mar, transbordando sentimento.
Tem um povo bom canoeiro, pescador que tem vocação.
Sucurijuquara é Mosqueiro, é de um povo de imensidão.

Povo da Justiça e do Direito, gente que é de muito amor.
Da toda consideração e respeito, do espírito Trabalhador.
Dali foi gente pro Brasil inteiro, Heróis para todo rincão.
Sucurijuquara é Mosqueiro, é de um povo de imensidão.

Terra e História são pra preservar, ali morou o Ancestral.
Pra gente saber e se elevar, pra nos mover grande ideal.
Pois nosso povo é Guerreiro, lutou muito pela libertação.
Sucurijuquara é Mosqueiro, é de um povo de imensidão.

Vamos terra e gente louvar, na benção da Avó Madrinha.
E canção de amor cantar, pois cada Mulher é uma Rainha.
Cada um é um Companheiro, a irmandade é de dar a mão.
Sucurijuquara é Mosqueiro, é de um povo de imensidão.

Azuir Filho e Turmas: Do Social da Unicamp e, de Amigos,
de: Rocha Miranda, Rio, RJ e, de Mosqueiro, Belém, PA.

Poesia de Homenagem à linda Terra de Mosqueiro de Belém do Pará, a Sucurijuquara de Mosqueiro, pelo seu encanto e História, de concentrar o Remanescente Fugido que faziam da Ilha o Refúgio da Liberdade com Tupinambás Murubiras, e a Vó Alvina que quando jovem e cheia de disposição, corria livre por toda esta Ilha do Amor e escolhei ali para se fixar, por amor a esta memória, que sua mãe lhe passava oralmente e que ela, por sua vez, depois de assumir o lugar da Mãe como Parteira e Rezadeira. contava aos mais jovens, como a maior herança que lhes estava passando, porque eram Valores de honra, liberdade e Amor, os maiores tesouros para junto com a terra, todos terem pelo que viver em Paz.
Uma Linda História de Uma Terra e de um Povo cheio de amor, que Vó Alvina teve papel de destaque educando sua gente para preservarem os valores de humanidade como únicos capazes de fazerem os seres humanos serem felizes na vida.

Fonte: www.overmundo.com.br/.../sucurijuquara-e-mosqueiro-e-alvina

Sobre a obra

Obra de louvor a terra e a gente de Mosqueiro com destaque a Sucurijuquara e a Obra de Vó Alvina, que cuidou do local, fundou a comunidade e criou a consciência do pessoal em classe, gênero e etnia. Mosqueiro é um Paraíso Tropical de gente bela, alegre e religiosa. Sempre foi refúgio para os escravos fugidos, que eram auxiliados pelos índios. Sucurijuquara foi um baluarte heróico na luta destes fugidos para a Liberdade. As histórias de amor pela liberdade apaixonaram Vó Alvina, que quando jovem e vigorosa, corria por toda a ilha e escolheu o lugar do heroísmo para morar. Herdou de sua Mãe, que já herdou dos Ancestrais a Tradição de ser Parteira, através das técnicas e procedimentos para os partos com segurança e os conhecimentos das Ervas medicinais para curar doenças e evitar infecções. Vó Alvina foi Mãe de Leite de Oceanira Mãe e foi também mestra da Mãe e da Filha Oceanira no manuseio das Ervas Medicinais. Alvina Mulher e Mestra Negra de História.


Fonte: www.overmundo.com.br/.../sucurijuquara-e-mosqueiro-e-alvina


MOSQUEIRO MERCADO MUNICIPAL
A VILA É NOSSA JERUSALÉM

Ali tem o sonho e o sonhar, tem simplicidade e imensidão.
É pro tempo bem aproveitar, uma Catedral da Satisfação.
Adorado é um Centro Cultural, Divino no entretenimento.
Mosqueiro Mercado Municipal, Alegria no abastecimento.

É Verdadeiramente Poesia, passeio pro freguês desfrutar.
Tem de tudo pra toda iguaria, tem o tempero de apaixonar.
O Peixe dali dá simpatia, é cuidado com desprendimento.
Mosqueiro Mercado Municipal, Alegria no abastecimento.

Santuário pra gastronomia, todos produtos fazem agradar.
Atendimento com fidalguia, felicidade no que vai saborear.
Tudo fresquinho tudo original, tem a validade a contento.
Mosqueiro Mercado Municipal, Alegria no abastecimento.

Tem pimenta de diversidade, verduras, legumes e cereais.
Artesanato de Universalidade, e até receitas imemoriais.
Um território tão celestial, anjos passando todo momento.
Mosqueiro Mercado Municipal, Alegria no abastecimento.

Lanche bom a qualquer hora, tem de secos e molhados.
Bom atendimento sem demora, artesanal e industrializado.
Tem o urti fruti mais especial, tudo ali é contentamento.
Mosqueiro Mercado Municipal, Alegria no abastecimento.

Ali passa a beata rezadeira, e a próxima miss que vai ganhar.
Tem turma Mestra em Capoeira, tudo pra se ver e desfrutar.
Se encontra o transcendental, boa vontade e melhoramento.
Mosqueiro Mercado Municipal, Alegria no abastecimento.

Todo negócio é humanizado, a preocupação é de agradar.
O visitante fica irmanado, e sempre que pode ele faz voltar.
O bom gosto é primordial, toda comunhão e entendimento
Mosqueiro Mercado Municipal, Alegria no abastecimento.

Teatro de amor a encantar, Bem Aventurado é o Vendedor.
Ali se liberta o bem que há, adoça e embeleza é fruta e flor.
Torna o povo e terra Divinal, eleva todo o nosso sentimento.
Mosqueiro Mercado Municipal, Alegria no abastecimento.

Azuir, Oceanira Conceição, Junior e,
Turma de Amigos de Mosqueiro.
Julho 2007.

Fonte: http://www.overmundo.com.br/banco/mosqueiro-mercado-municipal-a-vila-e-nossa-jerusalem