segunda-feira, 7 de junho de 2010

MOSQUEIRO

Seg, 16 de Fevereiro de 2009 03:21




MOSQUEIRO

Ilha bucólica fica no Pará
pequena distinta, de um esplendor
tamanho...
PRINCESA DO MAR!
Linda, com, suas ruas pequenas
praias maravilhosas
PRAIA DO FAROL, CHAPÉU VIRADO,
ARIRAMBA, MURUBIBA
e outras enfim...

E eu andava e andava,
maravilhada, extasiada
com toda aquela beleza
e sentava nas calçadas
corria nas praias...
E ficava longo tempo
contemplando o luar!

Ai! MOSQUEIRO dos
meus amores
das minhas dores
dos meus escritos dos cantos
dos passarinhos
dos meus amigos
DA SAUDADE que me invade...
Da alvorada, do Pôr do sol
daquelas ondas gigantes
DA CLELINHA, DA CECILIA,
DA REGINA, DA MAGÁ, DA VERA,
DA MAILÕ, DA MAIZÉ, DA GUTE,
DA MAURILA...DOS MEUS
NAMORADINHOS,
das nossas festas, das bagunças,
da moçada feliz!

Quantos sonhos e alegrias
quantos finais de semana
Férias de julho
MINHA JUVENTUDE que deixei lá
mosqueiro que saudades me dá!
MOSQUEIRO


Literatura - Prosa Poética
Escrito por: celinavasques



http://www.autores.com.br/2009021615844/Literatura/Prosa-Poetica/mosqueiro.html

TÔ BELÉM - NILSON CHAVES


TÔ BELÉM

Nilson Chaves


No meu corpo faz calor,
é sinal que vai chover.
Hoje tô minha cidade,
esperando por você.

Aproveite o fim da tarde
pra melhor me conhecer.
No seu riso tem saudade,
minha gente quer te ver.

O dia inteiro, o Peso aberto,
cheio de coisas pra você;
o feirante encantado
sempre pronto a lhe atender.

Tome um pôster do Mercado
pra nunca me esquecer,
prove os pratos variados
que ofereço pra você.

Hoje em mim é feriado,
na estação tudo é lazer.
Dê um pulo nos teatros
e me ouça com prazer
através dos meus cantores,
que me cantam como quê,
falam muito dos amores
e eu, nenhum pra oferecer.

Beira e o tempo varrido,
outro dia vai nascer.
Essa noite é minha e sua,
amanhã quero te ver.

Hoje eu tô minha cidade,
tô cuíra pra saber
da nossa felicidade,
tô Belém só pra você.

eu sou Mosqueiro, sou carimbó,
índio moleque paraoara.
círio de nazaré, ilha do marajó,
icoaraci, brega e marujada.

sou amazônia, eu sou RE X PA!
sabor de fruta marajoara,
mestre pinduca, rui, waldemar,
feliz lusitânia, paraoara.

tô Belém só pra você. (4x)

eu sou Mosqueiro, sou carimbó,
índio moleque paraoara.
Círio de nazaré, ilha do marajó,
Icoaraci, Calypso e marujada.

Eu sou amazônia, eu sou RE X PA!
Sabor de fruta marajoara,
mestre pinduca, rui, waldemar,
Janelas para o rio, paraoara.

tô Belém só pra você. (4x)

AMOR EM MOSQUEIRO - FB MANIA


Amor Em Mosqueiro


Já fiz de tudo tentando esquecer
Aquela noite quente de verão
Que em mosqueiro te fiz minha vida
Em busca do insaciável prazer
De lá pra cá nunca mais fui feliz
Pois minha alegria se resume em ti
Teu cheiro amor já paira no ar
Me convidando outra vez pra bailar

Amor
Vem me dar prazer
Vem fazer historia
No meu viver
Só teu amor
És minha paixão
Dessa união o bem irá nascer


Amor Em Mosqueiro

FB Mania

domingo, 6 de junho de 2010

MOSQUEIRO: ONTEM - HOJE SEMPRE

MOSQUEIRO - ONTEM - HOJE SEMPRE

Celeste Proença


Mosqueiro - a ilha refúgio, encantada e ingênua em suas cores e flores,
é broto a sorrir em moldura dourada de outo e luz, exibindo aos passantes
toda a beleza inata de suas curvas, de seu fascínio, de seu esplendor.

Mosqueiro é sorriso sem par de criança deslumbrada, gargalhando feliz
sob um céu de ninguém, na vertigem da brisa que vem e que vai, trazendo
notícias, transando amizades, levando saudades.

Mosqueiro - é rede dançando em câmara lenta, pedindo luar para um sonho
de mostério e de paz. Na dança das horas, num céu de plenilunio, num afogar
de risos e flores, Mosqueiro é sem par, não tem silmilar. É um bem de todos -
que a todos faz bem, pois há tanto mistério na ilha refúgio, banhada de sol
e de vento, banhada de mar, que chega a fazer um estado de espírito
a quem se instalar em suas cercanias. Como a própria felicidade, passageira
e fugaz, que todos pedem, que todos desejam e ninguém retém...

Pelo mar, pelo ar e por terra brotam veranistas, que surgem cansados e felizes
porque chegaram ao seu próprio Eden. Tudo é um só gesto, tudo é fraterno,
tudo é amor; porque a gente sente que a ilha morena a todos abraça
e a todos convida ao mais puro fazer.

Assim é Mosqueiro - das madames luxo, de brotos estonteantes de corpos
perfeitos, que se desnudam em roupas coloridas à mercê da natureza que
as dotou de beleza admirável!
Crianças a esmo esbanjam um encanto maroto ao sol e à brisa que passa
cantando, rendilhando cabelos, fazendo carícias em orelhinas rosadas
queimadas de sol.
Babás coloridas, de biquinis ousados, entontecem a moçada que passa e admira;
a fala e comenta numa conversinha de férias, num balaô de graça e espanto.

Mas Mosqueiro é muito mais que isso. É caminho rasgando selva, descobrindo
beleza, falando progresso. Surgem praias sem fim, olhando assustadas
de dentro das moitas, num guaraní de sons e atabaques, saídos de entranhas
de terra cabocla, virgem de guerras.

E até um igarapé, de tão satisfeito, de tão apixonado, resolveu aparecer
deslumbrado e feliz, na praia São Francisco, num união de pura adoração,
para um enlace à luz do luar...

Mosqueiro - é multiplicação de praias, cada vez mais bonitas,
de areias mais alvas, de dorso mais fino, como cheiro de mato...

Mosqueiro - é o próprio uirapuri das selvas que a todos atrai
com seu canto misterioso e eterno.

Pudesse eu te levar, Mosqueiro, em minha bagagem
e cansada do burburinho da cidade,
te armasse como a uma rede, num canto qualquer,
num arroubo de saudade, que bem me faria!

Eu te amo, Mosqueiro, ilha da minha ternura, refúgio do meu lazer,
das minhas grandes recordações...
Nas tuas praias, nas tuas estradas, nos bumbás que se exibiam em quadras juninas,
nas fogueiras crepitantes e douradas, nos banhos de cheiro
e nas sortes ingênuas vislumbradas , num misto de curiosidade e fé,
há um manancial imenso das mais puras e enternecedoras recordações
da minha adolescência.

No meu abraço carinhoso e amigo, vai todo o bem que existe em mim
para a grandeza maior da ilha morena, encantada de sombras e luares,
de serestas e amores, balançando saudade, num sabor diferente,
trescalando a banho cheiroso de São João...

Celeste Proença
Louvação ao Mosqueiro
... e outros escritos
Editora Grafisa, 1983
Belém - Pará


ESCORREGANDO NO TEMPO...

Autora: Celeste Proença

O luar está filmando a gente. Que lindeza!
É Mosqueiro. É Verão. É maresia garota:
É o tempo em que, de repente
a lua se esconde entre nuves malandras
e amarra a brisa inquieta na ilharga do céu...

Há música no ar que se dilui sorrindo.
Até a preamar chegou bem de mansinho
desafiando o vento em marombas de amor.
Mas é Mosqueiro! É beleza na bênção que o sol manda.
É saudade, é grandeza nas praias sem fim
que se desnudam para sem amadas...
E eu escorrego no tempo
num céu azulado a cantar desafios
a ouvir serenatas de imensa poesia
em acordes sem fim, vestindo beleza!

Por isso eternizei Mosqueiro
nesta paz que é só minha
que me enfeita feliz no silêncio da brisa
onde a saudade, às vezes, fica ausente,
porque o presente é o passado versejando
a trazer alegria ao coração da gente!

A madrugada se espreguiça no arvoredo
sob um céu de ninguém, embrulhado de estrelas
sacudindo a ilusão do orvalho que adormece.

Escorrego no tempo entre nuvens sem sombras
neste céu infinito, neste céu do Mosqueiro
que nunca está sozinho porque é amor presente
é o passado a cantar vendavais de beleza
de ternura e de sons, saudando a ilha morena!

GLORIOSO MOSQUEIRO

É Mosqueiro acordando entre afagos de nuvens
ouvindo murmúrios da mata a se amar
dormindo feliz ao escutar serenatas
em doce ternura da rede a embalar...

Não deixes que tirem tua simplicidade
de índia, cabocla, tapuia a sorrir
saudando a quem chega de braços abertos
amando a quem fica para não partir.

É tanta a beleza que emana da ilha
é tanta a festança em maré de emoção
que o tempo abre a porta e Deus aparece
jogando mil bençãos em cada oração.
Mas é mês de julho e Mosqueiro é uma festa
em tudo o que é estrada, nas praias sem fim.
A ilha morena se cobre de flores
criando mais cores - é toda um jardim.

Gritinhos no ar balançam o arvoredo
e chuvas bem gordas despencam dos céus
limpando o infinito pra a lua cirandar

É um lugar de alegria, simplório, risonho
recorte de um mundo onde eu quero viver
amando o que resta de todos os sonhos
o encanto das horas, de um amanhecer.

Visitem o Mosqueiro e esqueçam a violência
o resto lá fora, eu nem quero saber
e abracem, felizes, manhãs gloriosas
tão cheias de vida, tão harmoniosas
e digam depois se querem morrer!

Celeste Proença

MOSQUEIRO

Tua verde orla
Tua bela silhueta
Teu coração matico
Meu amor de carola
Meu carinho careta
Minha paixão cativo
Sou o forasteiro no oásis
Sou o barquinho que volta
Sou entregue ao leu seio
E carinhosamente só te acho.

Autor: Carlos Ribeiro
Publicado no Jornal do Mosqueiro